Incalma
as paredes de almas me perturbam como a força de um dilúvio de vinho , as pederastias inconsequentes elevam intransigentemente , a transgressão , a perdição ,e o caminho , as tuas pernas em cicatrizes retas , dores incertas como os sedativos em teus lábios , marcam como a traição de um dia nublado , os corpos vestidos de preto , e os seios nus , cabelos negros ou loiros , e a loucura nua , como lua , os sóis talhados em cada cabana de pedra sossega a testa em dia suado de sol ,rostos , pergaminhos , caminhos , descaminhos e apenas vento .
Dança ao túmulo .
os matinais sem esperança , afloram o sentimento de temperança pelos perdidos aflitos em saudade , a escuridão em mata , traga a luz em vão , o medo se choca derretendo como lava , enquanto os olhos se enganam e as mãos tremem , o ódio já foi gasto em vão e a raiva ainda perpetua na alma desalmada , em tantos calhos em imensidão , o rosto escancarado em sangue , flamba o âmago pela tortura , e a sutura ao dorso estoura , e tu és minha , apenas minha , na dança á taça de veneno , sofrendo e morrendo , pleno como os braços em amargura , flutua em poça de sangue.
dormindo só.
os sonhos negros em derrame , na transparência inacabada, atinge a alma , e o corpo nu , as trevas da caverna de pedra em desmanche com a solidão numa onda de névoa , me desconfigura por inteiro cada párticula minha desaparece como o ar no espaço , e a mente ainda continua feito espírito , como esperança verde as folhas secas se levam e criam redemoinhos , e os dias passam pelo sol , e a noite pela lua , com dois desencontrados .
Borboleta.
em cada nuvem de fogo que passara , os sóis de vento se inclinavam , alinhando-se em cada ponto cego de tuas virtudes , pois os olhares que contra-passam disfarçam o quanto tu tens de fortaleza , a represa densa em cada olhar seu se esvaia em profundos escombros de solidão , sem medo, sem perdição , sem atenção , o fundo negro não te toca e nem a corrói apenas te deixa em pé em relação ao chão de pedra , as paredes de esperança são brancas , e o teto de paz é verde , as marés tocam os dedos dos seus pés mas nunca chegam a suas pernas ,aflita liberdade , sua capa de areia esvaneia pelas cavernas acesas a velas de carnaúba , seu coração ? ele é fruto do real, enquanto a mente voa .
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